Trump assina proclamação que altera tarifas sobre importações de aço, alumínio e cobre

  • 02/06/2026
(Foto: Reprodução)
Míriam Leitão analisa motivação de novo tarifaço do governo Trump sobre o Brasil O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira (1º) uma medida que altera algumas tarifas cobradas sobre produtos importados de aço e alumínio, informou a Casa Branca. As mudanças foram feitas com base na chamada Seção 232, uma lei americana que permite ao governo restringir importações quando considera que elas podem afetar setores estratégicos para a segurança nacional do país. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo A regra é usada quando os EUA entendem que depender demais de produtos estrangeiros, como aço, alumínio ou outros insumos importantes, pode enfraquecer sua indústria e sua capacidade de produção. Com a nova medida, a tarifa sobre alguns produtos feitos de aço e alumínio cairá de 25% para 15%. A redução vale para itens como determinados equipamentos agrícolas e sistemas de aquecimento, ar-condicionado e ventilação usados em residências. Equipamentos industriais móveis, como escavadeiras e empilhadeiras, também passarão a pagar uma tarifa de 15% quando forem importados de países que possuem acordos comerciais com os EUA e atenderem às condições estabelecidas pelo governo americano. Além disso, fabricantes estrangeiros poderão obter uma tarifa menor, de 10%, caso seus equipamentos sejam produzidos com pelo menos 85% de aço ou alumínio fabricados nos Estados Unidos. A medida também incluiu dois novos produtos na lista de itens sujeitos à tarifa de 25%: estruturas metálicas de armazenamento (racks de aço) e chapas de alumínio usadas na indústria gráfica. As novas regras entram em vigor em 8 de junho e permanecerão válidas até 31 de dezembro de 2027. Segundo a Casa Branca, o objetivo é incentivar investimentos na indústria americana e aumentar a produção dentro do país. EUA concluem investigação contra o Brasil Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci A mudança nas tarifas sobre aço e alumínio foi anunciada no mesmo dia em que os EUA concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano. No caso dessa medida, os EUA utilizaram como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano adotar medidas de retaliação contra países cujas práticas sejam consideradas desleais ou prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos. A tarifa ainda não entrou em vigor e depende da realização de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação dos EUA. Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio americano. 🛑 Entre os pontos citados estão o funcionamento do PIX decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas relacionados à proteção da propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção. Apesar da proposta de taxação, os EUA incluíram uma ampla lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre os itens que podem ficar isentos estão café, carne, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos. O governo americano prevê concluir as consultas e decidir sobre a eventual aplicação das medidas até 15 de julho de 2026.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/06/02/trump-tarifas-importacoes-de-aco-aluminio-e-cobre.ghtml


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