Prefeitura de Votorantim fecha única UTI Neonatal da cidade alegando crise financeira
26/02/2026
(Foto: Reprodução) Prefeitura de Votorantim fecha única UTI Neonatal da cidade alegando crise financeira
A Prefeitura de Votorantim (SP) anunciou nesta quarta-feira (25) o fechamento da única Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da cidade, que funciona no Hospital Municipal. A gestão alega uma "situação financeira crítica" e a inviabilidade de manter o serviço, que operava sem credenciamento do estado.
Para efetivar o fechamento, a Secretaria de Saúde informou que já está providenciando, junto à Diretoria Regional de Saúde (DRS), a suspensão de novas internações. A medida também visa garantir a transferência dos bebês que ainda estão na unidade para outros hospitais.
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O serviço era operado em parceria com o Instituto Moriah, por meio de um termo de colaboração que tinha validade até abril de 2026.
Hospital Municipal de Votorantim (SP)
Prefeitura de Votorantim/Divulgação
No ofício enviado aos vereadores, o governo alega contenção de gastos e argumenta que a manutenção de uma unidade de alta complexidade não é uma obrigação legal do município.
O documento revela que a UTI Neonatal foi instalada sem o credenciamento da Secretaria de Estado da Saúde. Por causa disso, os custos do serviço eram bancados quase integralmente pela prefeitura.
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A prefeitura afirma que tentou regularizar a situação, mas a estrutura do hospital não atende aos critérios técnicos exigidos pelo estado para obter o credenciamento e, consequentemente, receber recursos.
O principal obstáculo, segundo o ofício, é que o credenciamento da UTI exigiria que a maternidade do hospital também fosse elevada para "alta complexidade". Hoje, a maternidade local só realiza atendimentos de baixa e média complexidade.
O secretário de Saúde, Robertson Magalhães Jordão, justificou que o investimento para adequar a estrutura seria maior que o valor repassado pelo estado. A prefeitura, no entanto, reforça que a decisão não é apenas financeira.
A administração argumenta que, mesmo que fizesse o investimento para obter o credenciamento, as vagas passariam a ser reguladas pelo sistema estadual (Siresp), sem garantia de que seriam usadas por moradores de Votorantim.
"Diante do exposto, para adequação do funcionamento, o município teria que aumentar as despesas do Tesouro Municipal com investimento e custeio sem a garantia de que esses recursos se converteriam em benefício para a população votorantinense."
O documento cita ainda que a unidade já operava com orçamento reduzido e baixa taxa de ocupação, funcionando com apenas quatro leitos ativos.
O g1 questionou a Prefeitura de Votorantim se a decisão pode ser revista e o que será feito com os pacientes atuais, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A apuração do g1 indica que o fechamento pode causar a demissão de até 30 profissionais.
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