Operação mira grupo do TCP que expulsava moradores para tomar imóveis no entorno do São Carlos

  • 12/06/2026
(Foto: Reprodução)
Operação mira grupo do TCP que expulsava moradores para tomar imóveis A Polícia Civil do RJ iniciou nesta sexta-feira (12) uma operação contra uma organização criminosa ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP) que expulsava moradores de imóveis no entorno do Complexo do São Carlos, na região central do Rio de Janeiro. Houve intenso tiroteio na chegada das equipes. Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), comerciantes e famílias que viviam em ruas da Cidade Nova eram submetidos a ameaças, extorsões e constrangimentos para abandonar ou vender seus imóveis e estabelecimentos comerciais. Agentes da Draco, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Polícia Civil de Minas Gerais, saíram para cumprir 43 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 60 milhões e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens apontados como parte do esquema de ocultação patrimonial da organização. 🟩O Bom Dia Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do Bom Dia Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Polícia Civil faz operação contra o TCP no São Carlos Divulgação/PCERJ Intimidação e lavagem de dinheiro Segundo a Polícia Civil, o TCP criou uma estrutura de exploração econômica que ia além do tráfico de drogas. A investigação aponta que integrantes da facção impunham um ambiente de intimidação permanente para ampliar seu controle territorial e econômico fora dos limites da comunidade. De acordo com o inquérito, os imóveis obtidos após as expulsões eram registrados em nome de terceiros e empresas ligados à facção, o que permitia dar aparência de legalidade ao patrimônio acumulado pela facção. A investigação também identificou um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada. Segundo a polícia, lojas de peças de veículos que movimentaram milhões de reais nos últimos anos eram usadas para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas. A Polícia Civil afirmou que a estrutura financeira estava ligada diretamente à cúpula do tráfico do Complexo do São Carlos e servia para fortalecer o patrimônio e as atividades da facção. Comércio de armas As investigações ainda apontaram a existência de uma rede voltada para a negociação clandestina de armas de fogo. Segundo a polícia, integrantes da organização atuavam na compra, intermediação e fornecimento de armamentos para comunidades dominadas pelo TCP, contribuindo para o fortalecimento do poder bélico da facção. Entre os investigados estão Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, que mesmo preso é apontado como chefe da organização; Leonardo Miranda da Silva, o Empada; Rafael Carlos da Silva Ferreira, o Parazão ou Paraíba; e Marcílio Cheru de Oliveira, o Menor Cheru. As investigações continuam, e a análise do material apreendido poderá embasar novas fases da operação, segundo a Polícia Civil.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/12/operacao-mira-grupo-do-tcp-que-expulsava-moradores.ghtml


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