O que se sabe sobre o caso do vereador preso por estuprar menina durante 5 anos com ajuda da bisavó da vítima em MG
18/04/2026
(Foto: Reprodução) Antônio Tiveron Filho, de 72 anos, conhecido como Toninho Mineiro, foi preso na segunda-feira (13), em Pirajuba
Redes Sociais/Reprodução
O vereador Antônio Tiveron Filho, de 72 anos, da cidade de Pirajuba, no Triângulo Mineiro, foi preso preventivamente em uma operação da Polícia Civil. Ele é investigado e foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável, que teria sido cometido de forma recorrente contra uma menina, dos 8 aos 14 anos de idade.
A investigação aponta que os abusos ocorreram durante cerca de cinco anos e contaram com a participação da bisavó da vítima. Além da prisão, a Justiça determinou o bloqueio de bens do político, que, segundo a polícia, usou de influência para tentar atrapalhar as investigações.
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Veja o que se sabe sobre o caso:
Quem é o vereador investigado?
Quais são as acusações?
Como os crimes aconteciam?
Como a investigação começou?
O que dizem os citados?
1. Quem é o vereador investigado?
Antônio Tiveron Filho, conhecido como Toninho Mineiro, é vereador no município de Pirajuba, cidade de 5.800 habitantes, distante 160 quilômetros de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ele é filiado ao partido União Brasil, e foi preso preventivamente no dia 13 de maio.
2. Quais são as acusações?
Toninho Mineiro foi indiciado pela prática recorrente de estupro de vulnerável contra uma menina. Os abusos teriam acontecido semanalmente ao longo de cinco anos, começando quando a vítima tinha 8 anos e se estendendo até os 14.
A polícia também apurou que o vereador usou da influência política e econômica para tentar interferir na rede de proteção à criança e ao adolescente, buscando acesso a informações sigilosas e tentando antecipar ações policiais após saber das denúncias.
3. Como os crimes aconteciam?
A investigação da Polícia Civil apontou que a bisavó da criança era quem intermediava e facilitava os estupros em troca de dinheiro. A mulher, que não teve o nome divulgado, morreu em 2025 em decorrência de um câncer. A polícia também descobriu que a mesma idosa teria aliciado, no passado, a própria neta, mãe da vítima. A mãe da menina não tinha conhecimento dos abusos atuais contra a filha.
De acordo com o inquérito policial, a bisavó da vítima, que trabalhava na casa do vereador e mantinha amizade com ele, intermediava os abusos. Ela recebia dinheiro para facilitar os crimes. A vítima era mantida em silêncio por meio de violência psicológica e ameaças de morte. Os abusos só teriam parado quando a adolescente passou a resistir às imposições da bisavó e se recusou a continuar os encontros com o investigado.
4. Como a investigação começou?
A investigação, conduzida pela Polícia Civil em Conceição das Alagoas, durou três meses e teve início após o recebimento de uma denúncia anônima. A operação culminou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra o vereador e de mandados de busca e apreensão, nos quais foram recolhidos celulares e documentos.
5. O que dizem os citados?
O advogado do vereador, Geovane Soares, afirmou em nota que está adotando as medidas legais cabíveis e que seu cliente nunca foi investigado por qualquer delito. A Câmara de Pirajuba declarou que não compactua com condutas ilícitas e que sua assessoria jurídica analisa o caso. O partido União Brasil não se manifestou sobre o caso até a publicação da reportagem.
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