MPSC pede que cada um dos 164 denunciados por elo com o PCC pague R$ 200 mil de indenização
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Ânderson: Ministério Público denuncia 164 pessoas apontadas como integrantes de facção
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou 164 pessoas por crimes e envolvimento com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Na ação ajuizada, a instituição ainda pede que cada suspeito de participar da organização criminosa pague R$ 200 mil de indenização por danos coletivos.
A denúncia é resultado da Operação Coluna Sul, deflagrada em julho na tentativa de frear o controle por parte da facção em estados considerados estratégicos. Mais de 300 mandados foram cumpridos na ação.
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Conforme a investigação, os suspeitos estão distribuídos em diferentes níveis de funções. Veja abaixo a divisão:
Alto escalão da facção: 31 denunciados
Funções intermediárias de coordenação, disciplina ou gestão operacional: 73 denunciados
Base da organização: 60 denunciados
Todos os 164 denunciados respondem por organização criminosa ultraviolenta, termo presente na lei n. 15.358/2026. Além disso, o MP atribuiu a 21 investigados o crime de tráfico de drogas e três por comércio ilegal de armas de fogo.
Em relação a indenização de R$ 200 mil a cada investigado, o MP defendeu que o valor é uma "reparação pelos danos morais coletivos que teriam sido causados pelas atividades atribuídas à organização criminosa ultraviolenta".
Todos os 164 denunciados respondem por organização criminosa ultraviolenta, termo presente na nova lei atifacções (número 15.358/2026). Além disso, o MP atribuiu a 21 investigados o crime de tráfico de drogas e a três, por comércio ilegal de armas de fogo.
Em relação à indenização de R$ 200 mil a cada investigado, o MP defendeu que o valor é uma "reparação pelos danos morais coletivos que teriam sido causados pelas atividades atribuídas à organização criminosa ultraviolenta".
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MPSC/Divulgação
Como agia a facção
Na denúncia, o MPSC detalhou que a facção mantém atividades em todo o país e mantinha uma estrutura organizada denominada “Coluna Sul”, responsável pela coordenação das atividades ilegais em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Os criminosos possuíam uma rígida divisão de funções, hierarquia definida e setores especializados para "recrutamento de integrantes, inclusive de adolescentes, comunicação interna, controle disciplinar, administração financeira, logística de armamentos e articulação entre membros em liberdade e custodiados no sistema prisional", detalhou o MPSC.
Além disso, a facção investigada:
Usava grupos de mensagens em aplicativos para transmitir ordens, compartilhar informações, cadastrar integrantes, realizar procedimentos internos de disciplina e coordenar outras atividades;
Canais também eram usados por presos para manter contato com lideranças externas e participar da gestão;
Mantinha sistema próprio de controle de armamentos, com aquisição, cadastramento, armazenamento, manutenção e remanejamento de armas de fogo;
Havia, no grupo, pessoas responsáveis pela compra, guarda, fornecimento e manutenção do arsenal;
Há informações de que a facção contava com um integrante responsável pela alteração de equipamentos de "airsoft" para que pudessem ser utilizados como armas de fogo.
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