Justiça de Pernambuco revoga prisão domiciliar e concede liberdade ao padre Airton Freire após quase três anos

  • 22/07/2026
(Foto: Reprodução)
Padre Airton Freire Reprodução/TV Globo A Justiça de Pernambuco revogou a prisão domiciliar do padre Airton Freire e concedeu liberdade nesta terça-feira (21). A decisão foi fundamentada no excesso de prazo da medida cautelar, que durava cerca de 2 anos e 11 meses. Acusado de estupro pela personal stylist Silvia Tavares de Souza, o padre estava em prisão domiciliar desde julho de 2023. O processo criminal segue em tramitação. Na decisão, o juiz Guilherme Oliveira da Silva Gonçalves entendeu que a manutenção da prisão preventiva, convertida em domiciliar, deixou de ser proporcional diante do estágio atual do processo. O juiz também destacou que não houve atraso na instrução causado pela defesa e que o religioso cumpriu todas as condições impostas pela Justiça durante o período em que permaneceu sob a medida cautelar. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp Segundo a decisão, os adiamentos registrados ao longo da instrução ocorreram em razão da complexidade do processo, da ausência de testemunhas de acusação em algumas audiências e da necessidade de renovação de um depoimento. Para o juiz, essas circunstâncias não podem ser atribuídas aos réus e, por isso, não justificam a manutenção da prisão. Com a decisão, a prisão domiciliar foi revogada e substituída por medidas cautelares, cujo cumprimento passa a ser obrigatório durante o andamento da ação penal. O processo continua em fase de instrução e ainda não houve julgamento definitivo das acusações. O caso ganhou repercussão nacional em 2023, quando o padre Airton Freire foi preso preventivamente após denúncias de violência sexual. Em agosto daquele ano, a prisão foi convertida em domiciliar, com monitoramento eletrônico. Em março deste ano, o sacerdote foi absolvido em uma das ações penais relacionadas ao caso. Na sentença, a Justiça concluiu que as provas técnicas produzidas durante a investigação contrariavam pontos considerados centrais da versão apresentada pela denunciante, o que levou à absolvição naquele processo específico. As demais ações continuam tramitando. A defesa do padre Airton afirmou que a decisão reconhece a desproporcionalidade da manutenção da prisão domiciliar após quase três anos de duração. “Depois da primeira absolvição em março, começava a ficar claro que a manutenção da prisão domiciliar era uma medida extrema”, afirmou a advogada de defesa Mariana Carvalho. Em nota, a defensora também declarou que a decisão não interfere no andamento do processo. “Seguimos confiantes de que a análise técnica das provas continuará demonstrando a inocência do padre Airton. A decisão de hoje restabelece a proporcionalidade das medidas cautelares, sem qualquer prejuízo ao prosseguimento do processo”, disse. Acusação de crime sexual Sílvia Tavares acusou o padre Airton e o motorista dele, Jailson Leonardo, de estupro A denúncia foi feita por Silvia Tavares, que afirmou ter sido vítima de estupro em agosto de 2022. Segundo o relato, o crime teria sido cometido pelo motorista a mando do sacerdote. A mulher afirmou que mantinha uma relação próxima com o religioso, a quem chamava de “padinho”, e que frequentava retiros espirituais organizados por ele desde 2019, em uma fazenda localizada em Arcoverde, no Sertão do estado. Ela relatou ter participado de diversos encontros religiosos antes do episódio denunciado. Ela contou que, durante um desses retiros, foi chamada pelo padre para ir a uma pequena casa isolada, a que a mulher se refere como “casinha”, onde ficavam os aposentos do padre. Foi nesse dia, 18 de agosto de 2022, que o estupro teria acontecido, segundo Sílvia Tavares (veja vídeo acima). Na “casinha”, o padre teria pedido que ela fizesse uma massagem nele e mandado outro homem, o motorista, estuprá-la enquanto ele assistia e se masturbava, ainda de acordo com a mulher. O crime de estupro, segundo a mulher, foi praticado a mando do padre, por um motorista dele, chamado Jailson Leonardo da Silva. O padre Airton Freire nega as acusações. Veja como é a casa de taipa onde Silvia Tavares diz ter sido atacada pelo motorista e o padre

FONTE: https://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2026/07/22/justica-de-pernambuco-revoga-prisao-domiciliar-e-concede-liberdade-ao-padre-airton-freire-apos-quase-tres-anos.ghtml


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