Justiça condena padrasto e mãe a mais de 40 anos de prisão por estupro e morte de adolescente de 13 anos em Sarutaiá
26/03/2026
(Foto: Reprodução) Yasmim de Souza Carvalho foi estuprada e morta pelo padrasto em abril de 2023; mãe sabia que a filha sofria violência e tentou ocultar crimes
Arquivo pessoal
A Justiça condenou, nesta quarta-feira (25), a mais de 40 anos de prisão o casal acusado de estuprar e matar a adolescente Yasmim Carvalho, de 13 anos, em Sarutaiá (SP), no domingo de Páscoa de 2023. A sentença foi divulgada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
De acordo com o MPSP, a mãe da menina foi condenada a 43 anos de prisão, enquanto o padrasto foi sentenciado a 45 anos. Eles foram condenados por homicídio qualificado por meio cruel, com recurso que dificultou a defesa da vítima para assegurar a impunidade de outro crime contra a mulher, violência doméstica, estupro de vulnerável e omissão (por parte da mãe).
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De acordo com o boletim de ocorrência, ao chegar em casa, a mãe de Yasmim teria encontrado a filha desacordada e bastante machucada. Uma equipe de resgate foi acionada e levou a adolescente ao pronto-socorro de Piraju (SP), mas ela já não apresentava mais sinais vitais.
No hospital, funcionários da saúde constataram que a vítima poderia ter sido agredida com pedaços de madeira e que, inclusive, possuía cicatrizes pelo corpo. Questionada, a mãe da garota informou que a filha estava sob os cuidados do companheiro dela.
Durante as investigações, um cabo de vassoura partido ao meio, pedaços de madeira e uma machadinha foram apreendidos na casa onde Yasmim morava. A mãe confessou, à época, que a adolescente era espancada e abusada sexualmente pelo padrasto.
"A mãe alegou que Yasmim havia caído do telhado, mas os machucados no corpo da menina apontavam outra coisa. Os médicos perceberam que ela foi agredida com um pedaço de madeira. Foi então que a mãe acabou contando que a filha era agredida e abusada pelo padrasto", relatou a delegada responsável pelo caso, Jordana Amorim.
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Arquivo Pessoal
Ao decorrer das investigações da Polícia Civil, foi apontado que o Conselho Tutelar de Sarutaiá já havia recebido denúncias anônimas de que a menina estaria sendo abusada e agredida dentro de casa. Apesar da denúncia, o atendimento psicológico à garota não chegou a ser agendado, segundo Jordana.
Na época, a Prefeitura de Sarutaiá decretou luto pela morte de adolescente.
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Reprodução
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