História de amor entre Messi e a Copa do Mundo completa 20 anos

  • 17/06/2026
(Foto: Reprodução)
A história de amor entre Lionel Messi e a Copa do Mundo completa 20 anos Messi e a Copa do Mundo jogam juntos há 20 anos. É uma história longa, linda e rara. Quem mostra é o repórter Pedro Bassan. Uma ajeitada no calção e uns toquinhos na camisa para disfarçar o nervosismo. É, ele é humano, embora às vezes seja difícil acreditar. Lionel Messi saiu do banco aos 18 anos para estrear em uma Copa. Quando ele pisou em campo, as mãos de Deus se abriram e abençoaram lá de cima uma das joias da criação. Só 13 minutos depois, a jovem promessa virou realidade. Foi na Alemanha, em 2006. Faz tanto tempo que o país adversário nem existe mais: Sérvia e Montenegro, que na época estavam unidos e levaram, unidos, o primeiro gol de Messi em Copas do Mundo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A torcida já sonhava com uma cena que demorou a se realizar. Ou melhor, foi se realizando aos poucos, enquanto Messi amadurecia e aprendia o caminho. Em 2010, já era o melhor do mundo, mas não marcou nenhuma vez na África do Sul. Chegou à terceira Copa, eleito quatro vezes melhor do mundo, pronto para brilhar no palco mais importante, o Maracanã. Onde foi vaiado e, um minuto depois, consagrado na vitória contra a Bósnia. No Mineirão, foi decisivo nos últimos instantes para derrotar o Irã, criando a rotina de estampar nos goleiros aquela cara de “levei um gol do Messi”. Dois gols contra Nigéria no Beira-Rio. Quase opostos. Força, garra. Frieza e talento. Em 2018, quarta Copa, surge na Rússia um barbado senhor. E mais importante do que o único gol, contra a Nigéria, foi uma espécie de sinal: passado e presente conversando sem se falar. Nem todo mundo entendeu. E quando, aos 35 anos, Messi chegou ao Catar, alguns diziam até que já estava velho demais. No máximo teria uma última chance de levantar o troféu. Pois, na quinta Copa, ele parece ter somado a experiência e o talento das outras quatro e chegou à perfeição. Fez gols em quase todos os jogos - foram sete. Dois na final, nenhuma obra de arte. O artista que já tinha encantando o mundo de todas as formas só queria ganhar e tirar o peso do mundo que carregava nos ombros. Sim, ele é humano. Sim, ele queria mais. História de amor entre Messi e a Copa do Mundo completa 20 anos Jornal Nacional/ Reprodução Nos Estados Unidos, Messi é até nome de rua. Não precisa provar mais nada para ninguém, bastaria estar presente para fazer história e se tornar o primeiro jogador a entrar em campo em seis edições da copa do Mundo. Entrou contra a Argélia e foi batendo recordes em sequência: 1 a 0 e ele igualou Cristiano Ronaldo, fazendo gols em cinco Copas; 2 x 0: 200 jogos pela Argentina e ele não vai parar; 3 x 0, igualando o alemão Klose como o maior artilheiro em Copas - 16 gols no dia 16 de junho, exatamente 20 anos depois daquele primeiro gol. Os especialistas podem notar diferenças, mas o que nós vemos é a mente de um gênio comandando o corpo, que responde com a mesma agilidade de 20 anos atrás. Messi desafia os efeitos do tempo sobre o corpo humano, em um fenômeno que vai além do futebol. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Casa do Jornal Nacional na Copa do Mundo fica no coração da ilha de Manhattan, em Nova York Conheça as novidades da Globo na cobertura da Copa do Mundo 2026 Série especial sobre a essência do futebol brasileiro destaca o talento dos nossos jogadores Trajetória de Carlo Ancelotti até a Seleção Brasileira é repleta de conquistas; conheça

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/06/17/historia-de-amor-entre-messi-e-a-copa-do-mundo-completa-20-anos.ghtml


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