Fumaça volta a encobrir Manaus durante noite desta quinta-feira e qualidade do ar chega ao pior nível
08/10/2026
(Foto: Reprodução) Fumaça volta a encobrir céu de Manaus durante a noite desta quinta-feira (8).
Nainy Castelo Branco/Rede Amazônica
Uma densa camada de fumaça voltou a encobrir o céu de Manaus na noite desta quinta-feira (8). O fenômeno é efeito de queimadas que ocorrem na capital e na Região Metropolitana e já havia sido registrado durante a manhã.
Pela segunda vez no mesmo dia, Manaus ocupou a primeira posição no ranking das cidades com o ar mais poluído do Brasil, segundo dados em tempo real da plataforma internacional IQAir, por volta das 21h30.
Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a qualidade do ar é considerada "péssima", o pior nível da escala de medição.
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Incêndio em lixão piora a qualidade do ar em Manaus
Entre os locais mais afetados estavam os bairros Compensa, na Zona Oeste, e Petrópolis, na Zona Sul, onde foram registrados índices de até 305,3 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas poluentes.
Dos pontos monitorados pelo sistema, até às 22h:
🟣 onze foram classificados como péssimo;
🔴 dois registravam qualidade do ar muito ruim;
🟠 um foi classificado como ruim.
🔎 A qualidade do ar é considerada boa pelo Selva quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse nível, os índices passam por classificações que variam de moderada a péssimo, conforme a escala utilizada pelo Sistema Selva.
Manaus também já vinha sendo impactada pelo tempo seco e pela fumaça de queimadas em outras regiões do Amazonas. Além disso, não há previsão de chuva para os próximos dias.
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Céu de Manaus encoberto por fumaça densa na Zona Centro-Sul da capital na noite desta quinta-feira (8).
Ianke Sena.
Interior do estado também é afetado
Municípios do interior do Amazonas também registraram níveis de poluição do ar em quantidades alarmantes. Em nove localidades a qualidade do ar foi classificada como péssima pelo Selva:
Careiro da Várzea (135,1 µg/m³)
Novo Aripuanã (370,5 µg/m³)
Autazes (282,7 µg/m³)
Itacoatiara (195,6 µg/m³)
Urucurituba (285,4 µg/m³)
Maués (143,4 µg/m³)
Boa Vista do Ramos (138,4 µg/m³)
São Sebastião do Uatumã (144,6 µg/m³)
Parintins (402,6 µg/m³)
Em Itacoatiara, dois incêndios de grandes proporções ocorrem simultaneamente no município. Um dos focos foi registrado na quarta-feira (7), próximo ao bairro Jacarezinho. O outro começou em 19 de setembro, na região do Lago do Canaçari, e chegou ao 19º dia nesta quinta-feira (8).
No município de Careiro da Várzea, um forte incêndio foi registrado em uma área de vegetação nas proximidades do ramal do Bom Futuro.
Já em Parintins, 20 focos de incêndio foram registrados nesta quinta-feira. As ocorrências foram identificadas tanto na cidade, quanto na zona rural do município. Bombeiros atuaram nos locais com apoio de moradores.
O que dizem as autoridades
Mais cedo, a prefeitura afirmou que a fumaça que encobre Manaus é causada por queimadas na Região Metropolitana e tem como principal origem o município de Itacoatiara.
A prefeitura de Manaus, no entanto, não citou o incêndio que já dura mais de 48 horas em um terreno no bairro Distrito Industrial 2, na Zona Leste da capital.
O Governo do Amazonas também se manifestou sobre a situação. O governador Roberto Cidade comandou, nesta quinta-feira, uma reunião do Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais para discutir medidas de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios em diferentes regiões do estado.
O Executivo Estadual, por sua vez, não apontou um município específico como origem da fumaça. O secretário de Estado do Meio Ambiente, Miqueias Santos, afirmou que o cenário está relacionado à intensificação das queimadas e às condições climáticas provocadas pelo El Niño.