Fóssil na Espanha revela dinossauro gigante inédito na Europa

  • 19/09/2026
(Foto: Reprodução)
Dinossauro de 15 metros recebeu nome inspirado em formação geológica do interior de SP Pesquisadores que publicaram um estudo nesta semana no Journal of Vertebrate Paleontology afirmaram ter encontrado a primeira evidência esquelética do dinossauro Diplodocus fora da América do Norte. Eles descobriram diversas vértebras e ossos chevron datados de cerca de 150 milhões de anos em um sítio no leste da Espanha. Fotos e mapa da escavação do sítio La Tejería, na Espanha. Estudo de Sergio Sánchez Fenollosa, Josué García-Cobeña e alberto Cobos. A equipe da Fundação Dinópolis, em Teruel, que estuda o rico sítio fossilífero de La Tejería, no município de El Castellar, informou que o dinossauro passa assim a integrar uma lista crescente de saurópodes gigantes encontrados na região. Tiranossauro rex tinha sangue quente como humanos e era mais ativo e adaptável do que se pensava, aponta estudo Embora o herbívoro de pescoço longo e cauda grande seja um dos dinossauros mais reconhecidos do mundo, restos fossilizados do animal haviam sido encontrados até agora apenas na América do Norte. O que os pesquisadores disseram sobre a descoberta? O artigo publicado na segunda-feira (14) concluiu que a descoberta representa "um dos esqueletos de diplodocídeos mais completos da Europa". Segundo o estudo, a análise sistemática de 14 vértebras caudais e diversos ossos chevron "revela que o material pode ser atribuído com confiança ao gênero Diplodocus", um dos vários gêneros pertencentes à família dos diplodocídeos, dentro do grupo dos dinossauros saurópodes. "Esta descoberta constitui a primeira evidência de Diplodocus fora da América do Norte (Formação Morrison) e é uma das provas mais fortes que sustentam o intercâmbio de faunas continentais entre a América do Norte e a Europa durante o Jurássico Superior", escreveram os autores. Embora o Diplodocus seja conhecido em todo o mundo, em parte graças à famosa réplica do esqueleto apelidado de "Dippy", que durante anos recepcionou visitantes na entrada do Museu de História Natural em Londres, os pesquisadores ressaltaram que "o registro fóssil europeu de diplodocídeos é escasso e fragmentário". Como os dinossauros teriam atravessado o oceano? Na época dos dinossauros, os continentes estavam recém-começando a se separar. Nas últimas décadas, cientistas passaram a teorizar que o proto-Oceano Atlântico ainda possuía pontes terrestres temporárias, recuos episódicos do nível do mar ou outros meios transitórios de travessia, que ocasionalmente permitiam aos dinossauros terrestres percorrer grandes distâncias entre continentes em processo de separação. Descobertas fósseis recentes, especialmente na Espanha e em Portugal, próximas à costa atlântica, têm reforçado essa hipótese. Essa região fazia parte de uma ponte terrestre que se acredita ter conectado a Península Ibérica ao que hoje é o Canadá. Os autores afirmam que a descoberta "constitui uma das evidências mais fortes de eventos episódicos de dispersão e intercâmbio faunístico através do proto-Atlântico Norte durante o intervalo do Kimmeridgiano tardio ao Titoniano inicial", período datado de aproximadamente 150 milhões de anos atrás. Outra rota ligava a América do Norte à Escandinávia, enquanto uma conexão muito mais ao sul unia o que hoje corresponde ao Brasil e aos Camarões. Vértebras caudais do Diplodocus, do sítio La tejería, na Espanha. Estudo de Sergio Sánchez-Fenollosa, Josué García-Cobeña e Alberto Cobos.

FONTE: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/09/19/fossil-na-espanha-revela-dinossauro-gigante-inedito-na-europa.ghtml


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