'Eu simplesmente agredi ela. Errei', diz mãe que atacou técnica de enfermagem em UPA de MG

  • 03/09/2026
(Foto: Reprodução)
À esquerda, a técnica de enfermagem Keila Cristina Rodrigues Barbosa, que denunciou ter sido agredida durante o atendimento. À direita, Nayara, suspeita das agressões. TV Globo A mulher que agrediu uma técnica de enfermagem durante o atendimento da filha em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi localizada e ouvida pela polícia. Naiara Oliveira disse que se arrepende das agressões. “Eu simplesmente agredi ela, né? Errei, foi o que eu disse. Me arrependo muito disso, muito, porque eu perdi o meu direito”, afirmou Nayara. O caso aconteceu durante a triagem da unidade e foi registrado em boletim de ocorrência. A técnica de enfermagem Keila Cristina Rodrigues Barbosa, de 28 anos, contou que recebeu a criança no colo, verificou os sinais vitais e informou à mãe que não havia indícios de risco imediato e que a menina seria encaminhada para avaliação médica. Segundo a profissional, a mãe se irritou com a informação e passou a agredi-la com socos. A mulher fugiu da UPA após as agressões. Funcionários encontraram um papel com um nome e um número de telefone que, segundo eles, ajudou a localizar Nayara. A investigação está em andamento. Segundo um levantamento do Coren-MG, situações de violência contra profissionais da saúde tem sido frequentes no estado. A pesquisa mostra que 455 profissionais de enfermagem relataram ter sofrido violência no trabalho (veja dados mais abaixo). O g1 procurou a Secretaria Municipal de Saúde de São Joaquim de Bicas para saber quais medidas de segurança são adotadas na UPA onde ocorreu a agressão e se há previsão de reforço na proteção dos profissionais. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno. Enfermeira é agredida por paciente em UPA na Grande BH LEIA TAMBÉM Técnica de enfermagem denuncia agressão por mãe de paciente em UPA da Grande BH Violência contra profissionais em MG O caso em São Joaquim de Bicas reflete o problema da violência que tem sido frequente no cotidiano dos profissionais da saúde. Uma pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG) no ano passado ouviu 479 profissionais no estado. Segundo os dados, 455 relataram já ter sofrido algum tipo de violência no ambiente de trabalho. Entre os casos relatados, os tipos mais comuns foram violência verbal, assédio moral e violência física. Os pacientes aparecem entre os principais autores das agressões registradas no levantamento (veja gráfico abaixo). Segundo o presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais, Lucas Tavares Nogueira, além da agressão física, situações como essa também provocam desgaste psicológico e aumentam a pressão enfrentada por trabalhadores da saúde. “A gente está passando por um momento de muito desgaste. A gente tem visto o quanto que os profissionais de saúde têm sofrido de maneira psicológica com a situação da saúde de uma forma geral”, afirmou um representante da categoria. Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/09/03/eu-simplesmente-agredi-ela-errei-diz-mae-que-atacou-tecnica-de-enfermagem-em-upa-de-mg.ghtml


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