Enfermeira goiana morre seis meses após receber diagnóstico de doença rara, diz amiga

  • 13/09/2026
(Foto: Reprodução)
Enfermeira goiana morre com a mesma doença rara de influenciador Lito Sousa Reprodução A enfermeira Érika Fernandes Viana, de 51 anos, diagnosticada com doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), a mesma doença do influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, morreu seis meses após receber o diagnóstico, segundo a amiga Elizabeth Nunes. Enfermeira goiana morre com a mesma doença rara de influenciador Lito Sousa Érika atuava como enfermeira em Senador Canedo e como técnica de enfermagem na UPA Novo Mundo, em Goiânia. Ela morreu na sexta-feira (11). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Rara, rápida e sem cura: o que é a doença de Creutzfeldt-Jakob Primeiros sintomas e busca por diagnóstico Em entrevista ao g1, Elizabeth contou que os primeiros sinais da doença surgiram no fim do ano anterior, inicialmente com episódios de tontura. A princípio, houve suspeita de labirintite, mas o quadro motor piorou rapidamente. “A gente foi acompanhando porque ela foi perdendo os movimentos e começou a andar com andador. Foi ao médico, ao otorrino, porque começou com tontura e pensamos que era labirintite. [...] Depois de um mês de internação, veio o diagnóstico da doença”, explicou a amiga. LEIA TAMBÉM: Enfermeira goiana morre com a mesma doença rara de influenciador Lito Sousa Goiana que morreu em Portugal tinha suspeita de endometriose, diz família Vídeo mostra equipe médica tentando reanimar empresária que morreu após plástica Elizabeth também relatou a rapidez com que a doença priônica, uma enfermidade degenerativa que compromete o sistema nervoso central, afetou as capacidades motoras de Érika. “Ela foi perdendo os movimentos das pernas, dos braços, foi perdendo tudo. A doença atinge o cérebro, o sistema nervoso, e o cérebro vira como se fosse uma esponja, perdendo todas as funções”, descreveu. Perfil alegre e rotina dupla na saúde A amiga destacou o bom humor de Érica e sua dedicação profissional em duas unidades de saúde, sempre disposta e alegre. “Ela era uma pessoa feliz e de coração aberto. Não tinha tempo ruim para ela, topava tudo a qualquer hora. Trabalhava em dois empregos: como enfermeira em Senador Canedo e como técnica de enfermagem no Cais dos Municípios. Estava sempre rindo, brincando e ajudando todo mundo”, relembrou. Dor da família e evolução rápida Segundo Elizabeth, o avanço rápido da enfermidade abalou profundamente a família. A mãe de Érica e os demais parentes enfrentam momentos de extrema tristeza. “Ninguém esperava por isso. Ela era alguém que transmitia muita alegria para todos nós, então a dor é imensa”, disse Elizabete. A amiga destacou ainda que a ausência de opções terapêuticas reduziu drasticamente o tempo de convivência, já que a doença avançou rapidamente. “É uma doença que não tem tratamento nem cura, com sobrevida estimada de seis meses a um ano. De dezembro até a partida foram cerca de nove meses; em março ela já começava a paralisar. É muito triste, ficamos sem chão”, lamentou. Dedicação e carinho na rotina hospitalar Além da convivência pessoal, Elizabete enfatizou o atendimento humanizado que Érica mantinha nos postos de saúde. Segundo ela, a profissional se dedicava a atender e ajudar os pacientes da melhor forma possível. “Ela se esforçava para resolver as necessidades de cada paciente, cuidava muito bem das pessoas e mantinha uma ótima relação com a equipe de trabalho. Não havia quem não gostasse dela. Vai fazer muita falta”, finalizou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/09/13/enfermeira-goiana-morreu-apos-receber-o-diagnostico-de-doenca-rara-de-lito-sousa-diz-amiga.ghtml


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