Centrão pode participar de governo Lula, mas precisa entregar apoio integral, diz Guimarães

  • 27/10/2026
(Foto: Reprodução)
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu nesta terça-feira (27) uma mudança na relação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o Congresso. Para ele, é preciso mais fidelidade dos parlamentares, assim como sintonia com as ruas. "Os partidos do Centrão vão participar do governo? Eu defendo que participem e [vamos dialogar] para isso. Porém, tem que ser uma participação efetiva, não é meia participação, não é meia governabilidade, tem que ser governabilidade integral e total", disse Guimarães. 🔎 Governabilidade é a capacidade de um governo de aprovar e fazer valer suas propostas e políticas públicas. Um número significativo de deputados e senadores facilita a aprovação de temas no Congresso. O ministro se reuniu na manhã desta terça com a bancada do PT na Câmara dos Deputados. Segundo ele, os parlamentares petistas concordam que é preciso mudar a relação com o Congresso. Lula terá Congresso com maioria da oposição e precisará negociar para aprovar projetos. Guimarães criticou partidos políticos que tiveram até três ministérios durante o atual governo Lula e não entregaram votos para pautas importantes da gestão petista. "Nós precisamos construir um governo com muitas alianças, mas com nitidez política por conta do que aconteceu nas ruas", disse o ministro. Para ele, o quarto mandato de Lula precisará considerar as demandas que a população fez durante manifestações no segundo turno das eleições. Guimarães disse ainda que o encontro de Lula com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já teve um indicativo "para a construção da nova governabilidade" da gestão petista. Deputado Federal, José Guimarães e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert / PR Congresso desafiador Lula encontrará um Congresso muito mais desafiador a partir de 2027. O PL conseguiu ampliar sua bancada tanto na Câmara como no Senado. Partidos de direita e de centro que haviam apoiado Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno parabenizaram a vitória do petista. Mas ainda não há acordos com a chapa vencedora. União Brasil e PSD defenderam diálogo, enquanto o Podemos afirmou que atuará com independência no Parlamento e o PSDB disse que seguirá na oposição. Assim, o presidente precisará costurar apoios a partir de agora para tentar fazer frente aos 121 deputados e 29 senadores do PL. Parte das negociações inclui as presidências da Câmara e do Senado. Em 2027, tanto Motta quanto Alcolumbre poderão disputar a reeleição como chefes de suas respectivas Casas Legislativas. A expectativa é que o PT apoie ambos nas disputas.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/10/27/centrao-pode-participar-de-governo-lula-mas-precisa-entregar-apoio-integral-diz-guimaraes.ghtml


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