Caso Henry Borel: julgamento é transferido para maio após manobra dos advogados de Jairinho, padrasto da criança

  • 23/03/2026
(Foto: Reprodução)
A justiça do Rio adiou o julgamento sobre a morte do menino Henry Borel A Justiça do Rio de Janeiro remarcou para maio o julgamento do caso Henry Borel, o menino de 4 anos morto com sinais de espancamento, cinco anos atrás. Os acusados são o padrasto Jairo Souza Santos e a mãe da criança, Monique Medeiros. Eles chegaram a se sentar nesta segunda-feira (23) no banco dos réus. Mas, em uma manobra, a defesa de um deles interrompeu a sessão e abandonou o Tribunal do Júri. No banco dos réus, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto de Henry, e Monique Medeiros, mãe do menino. Ela usava uma camiseta com fotos do filho. A juíza do Segundo Tribunal do Júri, Elizabeth Louro, decidiu remarcar o julgamento depois de uma manobra da defesa de Jairinho: os advogados abandonaram o plenário alegando que não tiveram acesso a todas as provas. Sem defesa, o júri não pôde continuar. A juíza classificou a conduta como desrespeito à Justiça e determinou que os advogados paguem os custos da sessão: “O abandono em plenário, e consequente adiamento, é conduta que fere os princípios que norteiam as sessões do julgamento, além dos direitos dos acusados e da família da vítima”. Caso Henry Borel: julgamento é transferido para maio após manobra dos advogados de Jairinho, padrasto da criança Jornal Nacional/ Reprodução A morte do menino completou cinco anos em março. Henry Borel tinha apenas 4 anos. Na madrugada de 8 de março, chegou morto ao hospital. O casal alegou que o menino tinha caído da cama. Mas os investigadores trouxeram outra versão. Laudos do Instituto Médico Legal do Rio apontaram que a criança sofreu 23 lesões - cabeça, rins, fígado e pulmões - e que a causa da morte foi uma hemorragia interna devido a ação contundente. A polícia concluiu que não foi um acidente, que Henry Borel era torturado rotineiramente por Jairinho e que Monique Medeiros sabia da violência. O ex-vereador, que também teve o registro de médico cassado, e a mãe, Monique Medeiros, foram presos um mês depois da morte de Henry. Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, usava uma camiseta com fotos do filho Jornal Nacional/ Reprodução Durante o processo, Monique teve a prisão revogada duas vezes, mas voltou para a cadeia. Nesta segunda-feira (23), a Justiça decidiu soltá-la novamente por entender que ela não foi responsável pelo adiamento do julgamento e porque manter Monique presa configuraria excesso de prazo. Ao saber da decisão da juíza, Monique fez um sinal para a família. Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, lamentou ter que esperar mais uma vez por justiça: “Assassinaram o Henry pela segunda vez hoje aqui. Meu sentimento como pai é que mataram meu filho novamente hoje aqui”. LEIA TAMBÉM Caso Henry Borel: defesa de Jairinho abandona plenário, e julgamento é adiado para maio; Monique é solta ‘Assassinaram meu filho pela 2ª vez’, diz Leniel Borel após julgamento adiado e Monique solta Polícia investiga morte de enteado de vereador na Barra da Tijuca; laudo aponta várias lesões

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/03/23/caso-henry-borel-julgamento-e-transferido-para-maio-apos-manobra-dos-advogados-de-jairinho-padrasto-da-crianca.ghtml


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