Calor, queimadas e dengue: os riscos do El Niño para a saúde nas regiões de Ribeirão, Franca e Barretos, SP

  • 16/10/2026
(Foto: Reprodução)
Calor, queimadas e dengue: os riscos do El Niño para a saúde no interior de SP As regiões de Ribeirão Preto (SP), Franca (SP) e Barretos (SP) estão entre as oito do estado com maior prioridade para os riscos à saúde ligados a ondas de calor e queimadas durante o El Niño, segundo o plano da Secretaria de Estado da Saúde para o fenômeno. O Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño 2026–2027 está entre as medidas anunciadas nesta quinta-feira (15), no lançamento da Operação El Niño, do governo de São Paulo. O governo prevê R$ 29 bilhões em investimentos para conter os efeitos do fenômeno em todo o estado até 2029. Segundo o governo, o documento foi elaborado em agosto com os 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS) do estado e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-SP). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Para as regiões prioritárias, o plano lista impactos como desidratação, exaustão térmica e insolação. O documento também aponta a piora de doenças cardiovasculares, respiratórias e renais e o aumento de internações e mortes entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Animação mostra como o El Niño se fortaleceu no Oceano Pacífico entre março e setembro de 2026. Tons de vermelho e branco indicam áreas onde o nível do mar ficou mais alto que o normal. NASA/JPL-Caltech As três regiões também aparecem entre as 13 prioritárias para arboviroses, como dengue, chikungunya e zika. Nesse caso, os riscos apontados são o aumento da transmissão, a sobrecarga dos serviços de saúde e mais internações e mortes por formas graves das doenças. As regiões prioritárias A classificação é feita por departamento regional de saúde, que reúne vários municípios, e não cidade a cidade. Veja as regionais com maior prioridade em cada ameaça: Ondas de calor e queimadas: Araçatuba, Araraquara, Barretos, Franca, Grande São Paulo, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Arboviroses: Araçatuba, Araraquara, Barretos, Bauru, Campinas, Franca, Grande São Paulo, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e São José do Rio Preto. Por que calor e queimadas O El Niño é o aquecimento anormal e persistente das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Segundo o plano, é um dos principais mecanismos naturais de variação do clima no planeta. Em São Paulo, de acordo com o documento, o fenômeno costuma estar associado: ao aumento das temperaturas médias; a ondas de calor mais intensas; à irregularidade das chuvas, sobretudo na primavera e no verão. O plano afirma ainda que períodos prolongados de calor e seca favorecem a piora da qualidade do ar e o aumento das queimadas, o que agrava doenças respiratórias. Incêndio de grandes proporções em rodovia na região de Ribeirão Preto, SP, chama atenção de motoristas Marcelo Moraes/EPTV O El Niño atual foi declarado em 11 de junho pela NOAA, agência dos Estados Unidos que monitora oceanos e atmosfera. A informação está no Painel El Niño, boletim mensal produzido por órgãos federais como Inmet, Inpe e Cemaden. LEIA MAIS Noite chuvosa em Ribeirão Preto, SP, registra 306 raios, diz Climatempo; VÍDEO Em meio a casos de manchas na pele sem causa definida, moradores de Brodowski vivem infestação de pernilongos A edição de setembro do boletim aponta probabilidade acima de 95% de um evento muito forte entre outubro e dezembro, com continuidade pelo menos até o primeiro trimestre de 2027. O boletim também prevê temperaturas acima da faixa normal em quase todo o país. Quem corre mais risco Segundo o plano, os efeitos do El Niño são mais intensos entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Também estão mais expostos os moradores de áreas sujeitas a inundações e deslizamentos, de ilhas de calor urbanas ou de locais com saneamento precário. O que prevê o plano O documento organiza a resposta em três níveis: mobilização, alerta e emergência. O último, acionado quando eventos climáticos afetam a saúde pública, prevê a ativação de um Centro de Operações de Emergência (COE). Entre as medidas previstas estão: garantir o atendimento a idosos, gestantes e pacientes em diálise, em tratamento contra o câncer ou que usam oxigênio em casa; acompanhar boletins meteorológicos, inclusive de risco de incêndio, e repassar as informações às regionais de saúde; identificar os riscos à saúde causados por incêndios florestais; monitorar os trabalhadores mais expostos, “com especial atenção às atividades realizadas a céu aberto”; reforçar a vigilância de arboviroses e de vírus respiratórios e ampliar a cobertura vacinal; fazer campanhas sobre estresse climático, sono e hidratação. O governo também prevê enviar 45 itens de assistência farmacêutica, além de soros e vacinas, aos municípios atingidos por desastres, conforme a necessidade. Tarcísio participou de cerimônia que marca lançamento da Operação "El Niño", que pretende frear os impactos climáticos. Reprodução/TV Globo Próximos passos Os anexos do plano trazem um roteiro para que cada prefeitura elabore o próprio plano de saúde para o El Niño e o entregue ao Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da sua região. Segundo o governo de SP, a próxima etapa são os planos regionais de contingência, feitos com a participação dos municípios e de acordo com os riscos de cada território. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/10/16/calor-queimadas-e-dengue-os-riscos-do-el-nino-para-a-saude-nas-regioes-de-ribeirao-franca-e-barretos-sp.ghtml


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